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Saber de mais às vezes estraga.

Séries de TV por exemplo, perdem parte do enquanto quando ficamos sabendo que determinado personagem saiu ou porque o ator pediu aumento e não aceitaram pagar, ou por problemas fora do set, como a personagem Ana Lúcia de Lost, que foi assassinada de repente pouco tempo depois que a atriz que a interpreta (Michelle Rodriguez) andou tendo problemas com a polícia.

Muitas vezes nem precisamos ir atrás dessas informações, estamos navegando em algum site de notícias e nos deparamos com uma chamada dizendo “Fox decide cancelar Prison Break” isso já no meio da quarta temporada, o que nos desanima a assistir o restante da série, pensando, será que vão conseguir criar um final decente nesses poucos episódios que restam?

Outras vezes nem mesmo precisamos ver notícia alguma, apenas por saber como as coisas funcionam, já faz com que vejamos elas de outra forma, como em “House” em que dois dos personagens principais se tornaram secundários de uma hora pra outra e passaram a aparecer apenas em algum episódios. Impossível não ficar na dúvida, se isso era parte do planejado ou se foi devido a problemas externos.

Séries é só um exemplo, muitas outras coisas talvez seriam bem melhores se não soubéssemos de certos detalhes.

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Não se fazem mais séries como antigamente

Com o final da temporada de Lost (única série atual que acompanho) e com todos os animes em dia, passei a procurar algo novo para assistir, já que estou acostumado a ter séries para o café da manhã e jantar, mas em meio a essa busca por algo novo, me deu vontade de rever uma das antigas, Anos Incríveis

Essa deve ser a terceira vez que assisto, e é incrível como a cada vez que assisto ainda me surpreendo com ela, vendo novas perspectivas e interpretações. A primeira vez foi quando tinha por volta de 10 ou 11 anos, e na época era para mim apenas a história de um adolescente com muitas coisas em comum comigo. Na segunda vez, já com 17, foi quando comecei a ver os aspectos políticos da série, coisa que até então tinha passado batido. E hoje, pela terceira vez ainda tiro verdadeiras lições dela.

Como no episódio em que Kevin conhece o escritorio do pai, e percebe que ele é bom demais para aquele emprego, e o pai por sua vez explica que aquilo nào era nada daquilo que ele sonhava, e como as coisas foram simplesmente acontecendo. Depois disso foi inevitável pensar em como eu estou deixando as coisas simplesmente acontecerem, e em que diabos eu ainda estou fazendo aqui.

Pena que essa série provavelmente nunca vai ser lançada em DVD, então tenho que me contentar com essa “versão Torrent” de baixa qualidade. Mas a imagem ruim ta tornando isso até mais interessante, me fazendo lembrar dos tempos em que assistia ela na TV Cultura.

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