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Pagar por direitos autorais?

Por que comprar CDs caros se temos as mp3 espalhadas por aí?

Já faz alguns anos que parei de comprar CDs. Minto, na verdade ainda comprei alguns nos últimos anos, mas apenas de bandas independentes e em início de carreira. Mas em compensação fui muito mais vezes à shows e também comprei bastante material oficial, camisetas, por exemplo.

Mas algumas bandas tem tido uma iniciativa bacana de disponibilizar suas músicas de graça da internet, ou por preços módicos, ou ainda como fez o Radiohead, que te deixava pagar pelas músicas o quanto você considerasse justo. Uma pena que aqui no Brasil só as bandas novas e independentes perceberam que os tempos mudaram e que esse é o caminho a se seguir. O ludov está disponibilizando suas músicas novas, a Wonkavision lançou um single novo por mês no ano passado (todos de graça), e ainda temos os diversos artistas que estão na Trama onde quem banca as músicas os anunciantes. Enquanto isso, as bandas mais antigas e famosas insistem em continuar junto das gravadoras, nesse sistema obsoleto.

Direitos autorais já era.
Uma pessoa tem UM momento de inspiração no qual compõe uma música de sucesso, e depois disso ganha dinheiro a vida inteira sem precisar fazer mais nada. Como alguém pode achar justo um sistema desses? Pior ainda o papel das gravadoras nesse processo.

Quer viver de música? Coloque suas músicas de graça na internet, se você for bom, vai fazer sucesso e conseqüentemente fará shows e ganhará dinheiro com isso.

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Paris

Para não perder o hábito, mais uma semana com cinema no HSBC:

Um homem recebe a notícia de que não tem muito tempo de vida, e que passa a maior parte dos seus dias observando a vida dos outros pela janela. Apesar do tema já bastante batido “cara descobre que vai morrer, e só então passa a apreciar a vida”, o filme é bom. Algumas cenas interessantes, por exemplo ele revolvendo contar para os sobrinhos (que são crianças pequenas ainda) que vai morrer. Ou ainda a irmã tentando arrumar uma mulher pro irmão antes dele morrer.

Apesar de ser um bom filme, algumas partes são meio cansativas, e o filme é longo, cerca de duas horas e quinze minutos. Acho que cortando algumas cenas poderia ficar melhor e mais enxuto. Mas ainda assim vale a pena assistir.

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Jean Charles

Desse jeito isso vai acabar virando um blog de cinema. Mas passando a ir ao cinema quase toda semana, natural que os comentários sobre isso se multiplicassem por aqui.

Bom, o filme dessa semana foi o “Jean Charles”.

Não sei qual era a intenção dos que fizeram esse filme, talvez fosse apenas chamar atenção para o caso, para que seja feita justiça, e claro ganharem algum dinheiro no processo. O filme até que não é ruim, pelo menos até chegar a parte já conhecida da história.

E sinceramente, o filme não me fez sentir pena alguma do rapaz, talvez dos familiares, mas dele não. Se as cenas que no filme precedem a morte do Jean forem semelhantes a história do Jean real (que é o que se espera de um filme desses), o cara não passava de um malandro. E pela minha experiência morando fora, de um dos piores tipos, daqueles que só resolvem dar uma de malandro quando colocam os pés fora do Brasil. No filme vemos ele mentindo e usando documentos falsos na imigração, para que seus parentes possam entrar no país. Intermediando a venda de vistos permanentes, enganando e passando para trás outros brasileiros com quem trabalhava e convivia, etc..

E não acho que, um filme desses vá ajudar muito a luta por justiça da família, acho que é capaz até do tiro ter saído pela culatra. Mas se não for essa a idéia do filme, qual seria? Por a história em sí não é tão interessante assim a ponto de merecer um filme. Fora que do jeito que foi feito, ficou algo bem datado, dentro de alguns anos, é capaz que quem assista nem saiba do que se trata o filme, nem o entenda direito.

Resumindo, filme dispensável… E os filmes do Selton Mello só tem decepcionado este ano, vamos ver como será “A Erva do Rato”.

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A Mulher Invisível

Assisti a esse filme essa semana. E sinceramente, foi tempo e dinheiro perdido.

A_Mulher_Invisivel

Com roteiro e direção de Claudio Torres, aliás, nome esse que vou guardar muito bem. Porque para fazerem um filme tão ruim com o Selton Mello no personagem principal, e ainda com a Fernanda Torres no elenco, o cara tem que escrever muito mal.

Pouquíssimas coisas se salvam e conseguem arrancar algumas risadas, geralmente em cenas da Fernanda ou do Selton. De resto, é clichê atrás de clichê. E inúmeras piadas sem graça, daquelas que quando acaba a cena você pensa: “Eu deveria rir disso? Isso foi uma piada?”.

Ah, tem a Luana Piovani que aparece várias vezes de lingerie, e isso é sempre algo interessante de se ver, apesar dela ser chata, toda “nojentinha”, e péssima atriz. Mas mesmo para ver isso, é mais fácil ir no Google digitar o nome dela.

Comentários (2)

.apenas o fim.

Voltei a pouco da pré-estreia do filme Apenas o fim no Espaço Unibanco, seguido de um debate do diretor e dos atores com a platéia. Aliás esse foi mais um evento que fui graças ao Catrava Livre.

Filme muito bom por sinal. Fez jus aos bons comentários que vinha ouvindo sobre ele desde antes dele ganhar o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival do Rio. Mas não vou exagerar dizendo que o melhor filme brasileiro do últimos tempos, ou a salvação do cinema nacional, entre outros comentários parecidos que muita gente tem feito, inclusive alguns famosos.

Mas sem dúvida é um ótimo filme, principalmente para pessoas da minha geração, com diversas referências à desenhos e filmes que marcaram minha infância, além de vários símbolos da cultura Nerd. Contanto, não são referências perdidas, colocadas lá apenas “porque é legal”, e sim algo de acordo com a história. Já que o filme fala do fim do relacionamente de um jovem com seus vinte e poucos anos, que é nerd assumido. Então são cenas da namorada criticando alguns de seus hábitos nerds, ou dele tentando ensinar parte de sua cultura para ela, o que é um prato cheio para piadas.

Resumindo, um filme de jovens e para jovens, com um bom roteiro, boas atuações, e muitas risadas garantidas.

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Catraca Livre

Essa é uma dica que já estou há algum tempo pra postar aqui.

Catraca Livre

Catraca Livre

O site Catraca Livre é um guia bem interessante de atividades culturais em São Paulo, a preços populares, ou até mesmo de graça. O Guia inclui diversos cursos, oficinas, peças de teatro, cinema, shows, entre outras coisas.

Além disso, sempre são feitas promoções no site que ou dão ingressos para algum evento, ou que permitem que você compre-os a preços simbólicos. Eu mesmo ganhei uma dessas promoções algumas semanas atrás, e pude ir assistir qualquer filme que estivesse em cartaz no HSBC Belas Artes pagando apenas 2 reais.

Então fica aí a dica para quem procura cultura e não quer gastar muito.

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Saber de mais às vezes estraga.

Séries de TV por exemplo, perdem parte do enquanto quando ficamos sabendo que determinado personagem saiu ou porque o ator pediu aumento e não aceitaram pagar, ou por problemas fora do set, como a personagem Ana Lúcia de Lost, que foi assassinada de repente pouco tempo depois que a atriz que a interpreta (Michelle Rodriguez) andou tendo problemas com a polícia.

Muitas vezes nem precisamos ir atrás dessas informações, estamos navegando em algum site de notícias e nos deparamos com uma chamada dizendo “Fox decide cancelar Prison Break” isso já no meio da quarta temporada, o que nos desanima a assistir o restante da série, pensando, será que vão conseguir criar um final decente nesses poucos episódios que restam?

Outras vezes nem mesmo precisamos ver notícia alguma, apenas por saber como as coisas funcionam, já faz com que vejamos elas de outra forma, como em “House” em que dois dos personagens principais se tornaram secundários de uma hora pra outra e passaram a aparecer apenas em algum episódios. Impossível não ficar na dúvida, se isso era parte do planejado ou se foi devido a problemas externos.

Séries é só um exemplo, muitas outras coisas talvez seriam bem melhores se não soubéssemos de certos detalhes.

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