Paris

Para não perder o hábito, mais uma semana com cinema no HSBC:

Um homem recebe a notícia de que não tem muito tempo de vida, e que passa a maior parte dos seus dias observando a vida dos outros pela janela. Apesar do tema já bastante batido “cara descobre que vai morrer, e só então passa a apreciar a vida”, o filme é bom. Algumas cenas interessantes, por exemplo ele revolvendo contar para os sobrinhos (que são crianças pequenas ainda) que vai morrer. Ou ainda a irmã tentando arrumar uma mulher pro irmão antes dele morrer.

Apesar de ser um bom filme, algumas partes são meio cansativas, e o filme é longo, cerca de duas horas e quinze minutos. Acho que cortando algumas cenas poderia ficar melhor e mais enxuto. Mas ainda assim vale a pena assistir.

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#ForaSarney

Ao longo dos últimos dias vinha sendo combinada pelo Twitter uma manifestação pela renúcia do Sarney. Aqui em São Paulo foi marcado para o MASP, às 19horas. Bem eu estive lá, e você pode conferir abaixo o sucesso que foi a manifestação:

e o auge da manifestação, um pequeno grupo de pessoas atravessando a Paulista e gritando “Fora Sarney!”

A manifestação inteira cabia numa faixa de pedestres… Ridículo isso.
Mas bem típico de manifestações organizadas por jovens da classe média, tudo mundo põe pilha pela internet, mas no dia solta um “ae galera, todo mundo no MASP hoje, eu não vou poder ir por “n” motivos, mas conto com vocês.”

Isso sem falar nos que entraram na onda do #ForaSarney, só pela farra de ficar enchendo o saco do Ashton Kutcher. Ou ainda os que acham que ajudando a colocar #ForaSarney no Trending Topics do Twitter, e mudando sua foto no Orkut, já estão fazendo algo.

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Jean Charles

Desse jeito isso vai acabar virando um blog de cinema. Mas passando a ir ao cinema quase toda semana, natural que os comentários sobre isso se multiplicassem por aqui.

Bom, o filme dessa semana foi o “Jean Charles”.

Não sei qual era a intenção dos que fizeram esse filme, talvez fosse apenas chamar atenção para o caso, para que seja feita justiça, e claro ganharem algum dinheiro no processo. O filme até que não é ruim, pelo menos até chegar a parte já conhecida da história.

E sinceramente, o filme não me fez sentir pena alguma do rapaz, talvez dos familiares, mas dele não. Se as cenas que no filme precedem a morte do Jean forem semelhantes a história do Jean real (que é o que se espera de um filme desses), o cara não passava de um malandro. E pela minha experiência morando fora, de um dos piores tipos, daqueles que só resolvem dar uma de malandro quando colocam os pés fora do Brasil. No filme vemos ele mentindo e usando documentos falsos na imigração, para que seus parentes possam entrar no país. Intermediando a venda de vistos permanentes, enganando e passando para trás outros brasileiros com quem trabalhava e convivia, etc..

E não acho que, um filme desses vá ajudar muito a luta por justiça da família, acho que é capaz até do tiro ter saído pela culatra. Mas se não for essa a idéia do filme, qual seria? Por a história em sí não é tão interessante assim a ponto de merecer um filme. Fora que do jeito que foi feito, ficou algo bem datado, dentro de alguns anos, é capaz que quem assista nem saiba do que se trata o filme, nem o entenda direito.

Resumindo, filme dispensável… E os filmes do Selton Mello só tem decepcionado este ano, vamos ver como será “A Erva do Rato”.

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A Mulher Invisível

Assisti a esse filme essa semana. E sinceramente, foi tempo e dinheiro perdido.

A_Mulher_Invisivel

Com roteiro de direção de Claudio Torres, aliás, nome esse que vou guardar muito bem. Porque para fazerem um filme tão ruim com o Selton Mello de personagem principal, e ainda com a Fernanda Torres no elenco, o cara tem que escrever muito mal.

Pouquíssimas coisas se salvam, e conseguem arrancar algumas risadas, geralmente em cenas da Fernanda ou do Selton. De resto, é clichê atrás de clichê, e inúmeras piadas sem graça, daquelas que quando acaba a cena você pensa: “Eu deveria rir disso? Isso foi uma piada?”.

Ah, e claro. Tem a Luana Piovani que aparece várias vezes de lingerie, e isso é sempre algo interessante de se ver, apesar ser chata, toda “nojentinha”, e péssima atriz. Mas mesmo para ver isso, é mais fácil ir no Google, digitar o nome dela e pronto.

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Pra que mais uma final no Maracanã?

Embora ainda não seja oficial, todo mundo já dá como certo que a Final da Copa de 2014 será no Maracanã, e a abertura, é 90% de certeza que se realizará em São Paulo, provavelmente no Morumbi. Mas por que?

marca2014

Por que fazer a final no Maracanã?
Por que o Rio é um dos cartões postais do Brasil? Pelo Maracanã em sí e toda sua história?
Isso tudo, para mim, são motivos para não fazer a final no Maracanã. Afinal, o Rio já é famoso mundialmente, por seus pontos túristicos, pelo Carnaval, pelas praias, etc.. Enfim, já atrai turismo por si só. Quanto ao Maraca? Bom, ele já recebeu a abertura e a final de uma Copa do Mundo, e entrou para a história do futebol mundial com o Maracanaço. Precisa de mais?

Sobre São Paulo, é claro que como Paulistano e São paulino gostaria de ver a abertura da Copa no Morumbi. Mas São Paulo realmente precisa disso? A cidade já é a mais importante do Brasil, já tem uma infra estrutura considerável, e sendo a capital econômica do país também já atrai visitantes por si só.

Então, acho que existem cidades que se beneficiariam mais desses eventos. Belo Horizonte não seria má idéia, ou até mesmo cidades fora do sudeste. Seria uma forma de ajudar o desenvolvimento de outras áreas do país, dando inclusive a chance de se tornarem cidades famosas mundo a fora. Porque ao invés de concentrar ainda mais investimentos no eixo Rio-São Paulo, não investir em outras cidades do sul, do nordeste, do norte, sei lá.

Quem pesquisar as Copas passadas, vai ver que os países que sediaram a Copa mais de uma vez, costumam variar as cidades que recebem a abertura e a final, por que será?

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.apenas o fim.

Voltei a pouco da pré-estreia do filme Apenas o fim no Espaço Unibanco, seguido de um debate do diretor e dos atores com a platéia. Aliás esse foi mais um evento que fui graças ao Catrava Livre.

Filme muito bom por sinal. Fez jus aos bons comentários que vinha ouvindo sobre ele desde antes dele ganhar o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival do Rio. Mas não vou exagerar dizendo que o melhor filme brasileiro do últimos tempos, ou a salvação do cinema nacional, entre outros comentários parecidos que muita gente tem feito, inclusive alguns famosos.

Mas sem dúvida é um ótimo filme, principalmente para pessoas da minha geração, com diversas referências à desenhos e filmes que marcaram minha infância, além de vários símbolos da cultura Nerd. Contanto, não são referências perdidas, colocadas lá apenas “porque é legal”, e sim algo de acordo com a história. Já que o filme fala do fim do relacionamente de um jovem com seus vinte e poucos anos, que é nerd assumido. Então são cenas da namorada criticando alguns de seus hábitos nerds, ou dele tentando ensinar parte de sua cultura para ela, o que é um prato cheio para piadas.

Resumindo, um filme de jovens e para jovens, com um bom roteiro, boas atuações, e muitas risadas garantidas.

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Estão acabando com a internet

Já faz algum tempo, quando foi anunciado o hulu, imaginava-se que seria uma revolução na internet, afinal o site prometia disponibilizar episódios completos de séries americanas, em vídeos de alta qualidade, de graça, e o principal, com a autorização das redes de tv americanas. Mas aí o site foi ao ar, e descobriu-se que só poderia assistir aos vídeos quem morasse nos Estados Unidos.

Passou-se algum tempo, e vídeos do youtube começaram a sumir, e outros a ter seu áudio bloqueado. Não muito depois disso, o Google também passou a fechar contratos para com produtoras para pode disponibilizar uma série de conteúdos protegidos por direitos autorais, mas mais uma vez apenas que mora nos EUA tem acesso à esses vídeos.

E agora recentemente a França está prestes a aprovar uma lei que vai autorizar o governo junto com os provedores à bloquear a conexão de quem compartilhar arquivos protegidos por direitos autorais. E pior, isso tudo sem direito a apresentar uma defesa, pior ainda, pelo o que lí parece que os provedores vão poder continuar cobrando, pela conexão que o usuário foi impedido de usar. No

Aqui no Brasil temos o que vem sendo chamado de AI-5 Digital. Projeto de lei que torna crime compartilhar mp3, baixar ou disponibilizar legendas, postar clipes no youtube, etc…

Resumindo, a sociedade no mundo inteiro caminhando para o livre acesso à informação e cultura, enquanto governos e grandes empresas lutam contra, porque estão perdendo dinheiro.

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Catraca Livre

Essa é uma dica que já estou há algum tempo pra postar aqui.

Catraca Livre

Catraca Livre

O site Catraca Livre é um guia bem interessante de atividades culturais em São Paulo, a preços populares, ou até mesmo de graça. O Guia inclui diversos cursos, oficinas, peças de teatro, cinema, shows, entre outras coisas.

Além disso, sempre são feitas promoções no site que ou dão ingressos para algum evento, ou que permitem que você compre-os a preços simbólicos. Eu mesmo ganhei uma dessas promoções algumas semanas atrás, e pude ir assistir qualquer filme que estivesse em cartaz no HSBC Belas Artes pagando apenas 2 reais.

Então fica aí a dica para quem procura cultura e não quer gastar muito.

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Paulista

Lendo um post da Soninha no qual dizia que a filha dela não queria ir passear na Avenida Paulista porque não tinha nada pra fazer, e que não tem graça ficar só andando por lá, fiquei pensando como pode alguém não gostar de lá. Tudo bem que a filha dela tem lá seus 12 anos, mas se não me engano, eu, com uns 10 anos já adorava a avenida, claro que por motivos bem diferentes do que hoje.

Foto de kuca

Foto de kuca

Engraçado como minha vida aqui em São Paulo, quase sempre girou em torno da Paulista, quer dizer considerando sua importância, não deve ser algo incomum. Mas nunca cheguei a morar lá perto, quando pequeno estudava na região, mas gastava uns 40 minutos pra chegar na escola, que ficava uns 15 minutos caminhando da Paulista. Passou-se um tempo e fui morar uns anos fora. Voltei indo morar ainda mais longe de lá, gastando cerca de 1 hora para chegar. Mas mesmo assim, sempre ia dar uma volta por lá, afinal por ter passado boa parte da infância na região, andar pela avenida se tornou algo meio nostálgico, nessa mesma época entrei numa “ONG” que fazia reuniões frequentes lá na avenida, e assim seguiu até eu sair do país novamente.

Volto anos depois, e obviamente um dos primeiros lugares que vou visitar é a Paulista. E alguns meses depois acabo indo estudar na região, e sem dúvida alguma o fato do curso ser lá foi um dos fatores que me fez optar por ele. E hoje, mesmo demorando 1 hora pra chegar, não é raro eu chegar quase 1 hora antes das aulas e ficar passeando pela Paulista. Tomando um Mate, lendo um livro na Cultura, vendo algo no MASP, dando uma volta pelo Trianon, etc.. Enfim tantas coisas para se fazer por lá.

Como pode alguém não gostar da Paulista?

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Saber de mais às vezes estraga.

Séries de TV por exemplo, perdem parte do enquanto quando ficamos sabendo que determinado personagem saiu ou porque o ator pediu aumento e não aceitaram pagar, ou por problemas fora do set, como a personagem Ana Lúcia de Lost, que foi assassinada de repente pouco tempo depois que a atriz que a interpreta (Michelle Rodriguez) andou tendo problemas com a polícia.

Muitas vezes nem precisamos ir atrás dessas informações, estamos navegando em algum site de notícias e nos deparamos com uma chamada dizendo “Fox decide cancelar Prison Break” isso já no meio da quarta temporada, o que nos desanima a assistir o restante da série, pensando, será que vão conseguir criar um final decente nesses poucos episódios que restam?

Outras vezes nem mesmo precisamos ver notícia alguma, apenas por saber como as coisas funcionam, já faz com que vejamos elas de outra forma, como em “House” em que dois dos personagens principais se tornaram secundários de uma hora pra outra e passaram a aparecer apenas em algum episódios. Impossível não ficar na dúvida, se isso era parte do planejado ou se foi devido a problemas externos.

Séries é só um exemplo, muitas outras coisas talvez seriam bem melhores se não soubéssemos de certos detalhes.

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